Não sabíamos o que fazer. Era uma quarta-feira quando Juliana Bulhões liga para Rafael (ou Siri) avisando que o DCE convidara o C.A.B.W. para abrir uma barraca de vendas na Calourada Geral que seria na sexta-feira seguinte. Pouco tempo para se organizar algo do tipo. Mesmo assim, o Coordenador de Comunicação agiu e foi informar seus colegas do assunto por meio de uma reunião improvisada na cantina do nosso velho e bom Setor II. Já era oito horas da noite e nada havia se decidido, pois nós éramos os últimos na lista do DCE que iria vender algo. Todos os outros centro acadêmicos já iriam vender alguma bebida considerada "vendíveis". O que nos sobrava era vinho... apenas... vinho.
De qualquer forma, acatamos a proposta e fomos a batalha, afinal, não se desperdiça uma chance de ganhar dinheiro dessas, já dizia Priscylla. No outro dia lá estavam nós ,"CABWenses", no carro de Hugo França (ou Hugão) entrando em cada hipermercado da cidade a procura da adega com os melhores preços. Procura a toa... segundo os cálculos de João Gabriel (ou Frika) e Hugão, o que nós arrecadaríamos não daria nem para pagar a faixa que pretendíamos fazer, ou seja, vinho: péssima idéia.
Mas as esperanças não poderiam morrer por aí, pois as boas idéias sempre surgem do improviso. Ora, quem diria que a idéia difundida por um calouro introsado chamado Vyctor (ou Ypiróca) poderia nos tirar desse mar de obstáculos? Sim, meus amigos, Ypiróca foi o canal responsável pela difusão da idéia chamada "Disco Voador", uma bebida que leva cachaça, mel, limão, açúcar, sal e canela.
A festa já tinha começado e nós tíamos perdido nossa tenda que Ana Paula de Rádio TV 2007.2 tinha conseguido com um amigo; acho que a cobertura aderiu mesmo ao negócio do disco voador, porque saiu voando pelos ares com toda aquela ventania da noite. A animação estava zero, não sabíamos se comprar quinze garrafas de 51, quatro quilos de limão, canela, sal e açúcar iria realmente dar certo. Ainda bem que Frika nos deixou ao lado do DCE onde vendia cerveja e tíamos alguns freezers para usar de balcão.
Nem mesmo as pessoas estavam vindo até a gente, porque os paredões de som sempre chamam muitas pessoas e eles estavam do lado de fora da festa dessa vez, ou seja, muita gente fora. No entanto isso não foi o suficiente para tornar nossa Calourada Geral um total desastre. Os que tomavam disco voador gostavam e chamavam seu amigo do lado para beber... do nada já dava para ver de longe uma multidão de pessoas arrodeando nossa "tenda".O que realmente nos surpreendeu foi uma cena que não se vê todos os dias: os estudantes de comunicação de todos os períodos juntos brincando e se divertindo em um único local. Sorrisos, abraços, companheirismo e muita diversão nos olhares de todos. Talvez essa tenha sido a maior recompensa de todo nosso trabalho naquele dia frio, chuvoso e sem perspectivas.
O Centro Acadêmico Berilo Wanderley gostaria de agradecer a todos que compareceram à sua tenda na Calourada Geral e por terem se divertido ao nosso lado para mostrar a todos que Comunicação Social também sabe festejar!



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